No Gramofone

ZAZ A NOVA MUSA DA CHANSON FRANCESA

          Faz uns dias que ouvi umas músicas clássicas francesas numa nova voz, rouca, grave e doce, que a primeira vista me causou um certo estranhamento, mas depois não consegui parar de ouvir. Parece que ela é pouco conhecida aqui no Brasil, mas soube que já fez show no Rio de Janeiro esse ano, seu disco que mais escuto é Paris. Seu nome é Isabele Geoffrey ela tem a minha idade e só dá entrevistas em francês como desejo de manter suas raízes.

          Seu canto é emocional, assim como Zaz, o codinome escolhido por ela que diz significar o fim e o começo através das letras Z e A. Li que ela diz não receber uma única fonte de influência indo do blues ao gospel, passando pelos clássicos. Sua trajetória lembra Piaf já que também iniciou a carreira cantando nas ruas e em cabarés. Hoje seus discos são sucesso de vendas. Paris (2014) meu disco preferido é magistral, acompanhada por uma grande orquestra e cantando músicas clássicas sua interpretação é original.

          A primeira faixa Paris sera toujors Paris liga a Paris do passado com o presente, cantada por Yves Montadi depois da guerra, ganha com Zaz um tratamento vintage adequado. Paris Canaille, é uma outra canção que foi muito bem resgatada com originalidade dando um brilho especial a velha música censurada nos anos sessenta. Além de novas e interessantes composições. Zaz foi uma agradável surpresa que veio para ficar na minha lista de favoritas.

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