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YAMANDÚ COSTA: UM PACTO COM A GENIALIDADE

Ouvir o gaúcho Yamandú Costa é viajar entre o popular e o erudito, é alguém que consegue tocar no Teatro Municipal do Rio de janeiro e gravar disco com o sanfoneiro Dominguinhos. Acredito que ele traz consigo a musicalidade dos coretos do Rio Grande do Sul, como também salas de concertos internacionais. Mas o que predomina é sempre o seu domínio mais sulista. O gaúcho começou sua carreira artística aos 4 anos como cantor de um grupo de músicas regionais comandado por seu pai. Duas décadas depois seu talento foi reconhecido em festivais de músicas internacionais como jazz em eventos importantes no mundo todo, no entanto, ele nunca abandonou suas raízes sulistas.
 
 
O disco que tenho dele é Lida que pelo direcionamento musical, pelas composições autorais e, enfim, pelo bom gosto que permeia toda a sua produção para mim é o seu melhor registro, com clara inspiração da obra O Tempo e o Vento de Érico Veríssimo. O bom da sua obra, é que é sobretudo, brasileira, quando não está pesquisando os sons da sua infância está tocando forró ou invadindo um roda de choro na Lapa, música das melhores brasileiríssima para que possamos aproveitar. 

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