RITA LEE UMA AUTOBIOGRAFIA

Postado dia 07 de abril de 2017, em No Gramofone

Sou uma leitora assídua de biografias e fã da Rita Lee, ler seu texto foi daqueles livros que se faz quase sem respirar. Parece que ler a história da vida de músico tem um tom especial. Rita Lee é uma artista que não precisa de muitas apresentações, maior roqueira brasileira, autêntica e irreverente, escreveu sua autobiografia como um diário ou uma conversa que se tem com amigos no fim da tarde.

Sua vida foi cheia de surpresas e aventuras, de forma desregrada ou não, ela viveu intensamente as oportunidades que surgiam. O texto é narrado em primeira pessoa e dividido de forma cronológica, a linguagem é simples e informal, a cadência é agradável. É alguém que coloca nas letras suas confidências. Sua infância é apresentada de maneira mágica e a vontade que tive foi de ter partilhado com eles aqueles momentos.

Convenhamos que sua carreira foi cheia de altos e baixos e Rita não poupa detalhes sobre sua trajetória de (musicista, compositora, atriz, apresentadora de TV). Ela é franca e comenta abertamente os problemas com drogas, as questões ligadas a sexo, feminismo, machismo e de como foi expulsa pelos Mutantes. Tece elogios rasgados ao marido e aos filhos, além dos animais de estimação, com quem muito se identifica.

Trata-se de uma importante biografia para os amantes do gênero de alguém que participou durante muito tempo do cenário sócio cultural, são quase sete décadas (Rita tem 69 anos), de ligação com esse cenário. Sua vida é real, sem máscaras ou subterfúgios de aparência, característica rara num mundo em que as pessoas vivem da cena.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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