No Gramofone

CHICO CÉSAR AGRADA COM ESTADO DE POESIA

        Chico César faz parte de minhas preferencias musicais desde sempre, me lembra a adolescência e o estranhamento que suas músicas com clara influência afro causavam em minha casa e a meu pai. Seus ritmos sempre foram vibrantes, sua postura engajada e seu lirismo cortante. Após sete anos do último disco, o artista lançou ano passado “Estado de Poesia”. Nesse meio tempo o paraibano entrou fundo na política, primeiro como secretário de Cultura da Paraíba e militante a favor da educação.

        Com a vivência de um novo amor, Chico César no novo disco preparou um trabalho de profundo lirismo. A primeira parte do disco traz músicas mais intimistas, caso da faixa título a bela “Carajus”. Na segunda metade, surge a marca do seu trabalho que mais me agrada o protesto em múltiplos tópicos: racismo (“negão”); homofobia (“Alberto”); corrupção (“reis do Agronegócio”). Chico César mostra toda a sua multiplicidade e visita ritmos como o frevo, o xote, o samba, e o reggae, passa pelo pop e o brega. Além de música cubana e baladas, sem perder a coesão.

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