BOWIE NOS LEVA AO FUTURO

Postado dia 16 de março de 2016, em No Gramofone

 

    Coincidentemente umas duas semanas antes da morte de David Bowie (1947-2016) minha amiga que ama tanto livros quanto eu, me falou de uma promoção em um site de um livro sobre o artista, o preço era tão bom, o livro tão bonito e o personagem tão enigmático que não hesitei em comprar. Agora tenho um livro laranja com o rosto de Bowie na minha mesa de centro e na maioria das vezes que entro em casa cantarolo os versos de “Golden Years”.

    Bowie era muitos e falar o quanto ele original é pouco e lugar comum, porque em sua figura temos (Mick Jagger em êxtase, Marlene Dietrich cantando no cabaré, Felline falando os podres da sociedade, Twiggy embelezando a cena, Andy Warhol revolucionando). Foram cinco décadas de criatividade imensurável. Bowie foi uma grande expressão de seu tempo, sua música aponta caminho que nos conecta ao futuro.

,DAVID-BOWIE>

    Ele foi além de um ídolo pop, era conceitual, andrógino, sombrio. Ouvindo suas músicas posso me sentir na Londres dos anos 70, ou nos coloridos anos 80 dominados pela cocaína, ou ainda passeando com as vítimas da AIDS dos anos 90. Musicalmente ele transita entre o rock, soul, punk, disco, entre outros estilos. Em fotos, discos ou no cinema foi capaz de se refazer e reconstruir inúmeras vezes a própria imagem.

     Seu corpo era político e sua androgenia antecipava a luta da comunidade LGBT. “This Is Not America” fez bonito pelo fim do totalitarismo da Guerra Fria. Quando Guiga me falou numa segunda bem cedo que ele tinha partido de câncer, fiquei pensando em sua figura de cabelos naturalmente brancos, como apareceu nas últimas vezes e silenciosamente saindo de cena. Definitivamente, Bowie é mais do que sua música.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

Postado dia 16 de março de 2016, em No Gramofone

RITA LEE UMA AUTOBIOGRAFIA

Sou uma leitora assídua de biografias e fã da Rita Lee, ler seu texto foi daqueles livros que se faz quase sem respirar. Parece que ler a história da vida de músico tem um to[...]

LEIA MAIS
Postado dia 16 de março de 2016, em No Gramofone

ESTÁ TOCANDO NA MINHA PLAYLIST

 

       Nat King Cole- nunca vi ninguém com tamanha classe. A imagem que tenho dele é vestido de branco ao p[...]

LEIA MAIS
Postado dia 16 de março de 2016, em No Gramofone

CHEGA DE SAUDADE: A HISTÓRIA E AS HISTÓRIAS DA BOSSA NOVA

 

      A História e as Histórias da Bossa Nova (1990) do jornalista Ruy Castro, é um livro agradável.  Seu rel[...]

LEIA MAIS
Postado dia 16 de março de 2016, em No Gramofone

CHICO CÉSAR AGRADA COM ESTADO DE POESIA

 

        Chico César faz parte de minhas preferencias musicais desde sempre, me lembra a adolescên[...]

LEIA MAIS