PORQUE ESCREVO

Postado dia 23 de fevereiro de 2016, em Natureza e Sociedade

 

         Lembro da felicidade infantil que senti quando escrevi, não sei porque aprendi a escrever meu primeiro nome, tão fácil, tão simples e logo em seguida o nome de minha professora, conforme o tempo foi passando era clara minha aptidão pelos textos e grande ineficiência com os números. Passei a vida escrevendo, até me tornar professora dizendo aos outros como faze-lo. Nesse período de convalescência e luta contra o câncer escrever tem sido meu principal canal de comunicação com o mundo e comigo mesma.

         Sou egoísta e escrevo porque o processo da escrita me ajuda a entender coisas e pessoas, a formar minha opinião sobre um livro, evento, ou problema. Escrevo sobre o que me instiga, o que me inquieta, mas não esqueço que escrever é julgar a si mesmo, é o prazer de reescrever, editar dá vida as palavras. As palavras só adquirem sentido quando estão no uso do cotidiano, bem diferente do aspecto descontextualizado que assumem no dicionário.

         Andei olhando o que tenho escrito nesse espaço e vi que se trata de um grande saco de gatos, com grande diversidade de temas, acho que o que todos esses textos têm em comum é a subjetividade, minha voz refletida de forma ficcional ou opinativa, todos aqui desejam algo, ou fizeram algo que causou inquietações. Não sigo convenções, porque tenho a ideia que podem ser prisões, mas prezo muito todos os leitores e críticas, porque não escrevo somente para mim, mas para compartilhar com o outro a visão que tenho dos óculos que uso para ver o mundo.

 

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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