MANDELA: O ARQUÉTIPO DA ESPERANÇA

Postado dia 11 de dezembro de 2013, em Natureza e Sociedade

Jung o mais famosos discípulo de Freud determinou que os símbolos coletivos emergem na medida em que as situações vividas por um só individuo nunca são completamente únicas. Mandela, que em vida foi considerado terrorista e subversivo por nações como os Estados Unidos e Inglaterra, emerge com sua morte como o arquétipo universal da pessoa injustamente condenada que teve a grandeza de sentimento de não guardar magoas ou rancores.


Depois de passar 27 anos na prisão e ser eleito presidente da África do Sul em 1994, lembro do acontecimento nas páginas da revista Manchete que vinha semanalmente para minha casa e de um primo falando que o seu grande desafio era transformar uma sociedade estruturada na suprema injustiça do Apartheid, perguntei o que era, e daí esse acontecimento nunca mais saiu do meu inconsciente particular, imaginava como um povo poderia desumanizar uma maioria negra condenando-os a ser não pessoas. Coube a Mandela o desafio de recriar uma nação democrática e livre.


Ao escolher perdoar, ele foi na contramão da nossa cultura individualista e marcou a condenação moral de uma sociedade exclusivista. Esse perdão cala fundo no nosso imaginário coletivo, o que geralmente não fazemos ele foi capaz de fazer. A imprensa mundial e os futuros manuais escolares o elegerão como o arquétipo da paz e isso chega a ser consolador e renova os nosso votos de um futuro melhor, porque temos chegado a um núcleo central de uma conjunção de crises que pode minar o nosso futuro como espécie humana.


São tempos de desespero, barbárie e desesperança, as questões ambientais, só para ficar com um exemplo, atingiram níveis insustentáveis biólogos nos advertem que se as coisas continuarem como estão em 2030 viveremos um processo devastador. O crescimento econômico não está aliado ao desenvolvimento cultural, social e espiritual. Acreditar no contrário é uma ilusão.


Mandela com sua figura em defesa da democracia e dos direitos humanos, alimenta a nossa esperança de que o ser humano possa se reconciliar consigo mesmo, e que possa conviver conjuntamente de forma harmônica na mesma casa que é o nosso planeta. Para mim seu maior legado é o de esperança, que possamos viver numa realidade sem discriminações, e com a minimizações das injustiças sociais. 

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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