MAD MEN TRAZ O MELHOR DA MODA DOS ANOS 1960

Postado dia 27 de maio de 2016, em Natureza e Sociedade

 

       

    Mad Men (2007-2015) é uma série irreparável, fazendo valer os 15 Emmys e os 4 globo de ouro que ganhou. O estilo dos personagens era destaque e por se passar em 1960 é um tempo de elegâncias e refinamentos. Draper, usa um figuro mais sóbrio que condiz com seu personagem misterioso e cheio de segredos. Já as mulheres ganham vestidos de estampas coloridas, modelagens amplas, drapeados e saias longas com clara inspiração em atrizes da época como Grace Kelly.

    Betty Draper ainda traz muito do figuro das mulheres do fim da década de 1950, com vestidos florais para o dia a dia, o que reafirma seu papel tradicional como dona de casa. Os seus cabelos são curtos, as bijuterias feitas de material sintético, o esmalte e o batom são sempre da mesma cor. Os vestidos florais tinham um papel cândido e mostravam a despreocupação das mulheres no mundo do pós guerra.

    Com a passagem do tempo, de repente tudo era transformação e com as mudanças sociais, as mudanças de figuro. As minissaias entram em cena, as imagens psicodélicas, as pegadas futuristas. Tudo era um grande caldeirão de ideias em tempo de ebulição. A personagem de Joan passa a maior parte da série de vestido tubinho e decotão. Era a inspiração ideal para a mulher que trabalhava fora. O tubinho é democrático porque sai da esfera da aristocracia, secretarias e dondocas, podem usar a mesma roupa.

    Megan a segunda esposa de Don, é a personagem mais moderna e antenada com o tempo que vive. Ela abusa dos vestidos minis, suas roupas são estampadas com imagens românticas, abstratas e principalmente psicodélicas. É o período em que se misturam cores fortes na mesma composição, calças femininas ajustadas, o aspecto físico é bem magro e o visual tem uma forte conotação juvenil. Aparecem também imagens meio futuristas como Sally Draper, filha de Don que usa um vestido nessa linha com direito a bota branca.

     O interessante é a influência do figurino da série para o fortalecimento do movimento vintage na moda atual. É uma moda revolucionária por isso que ainda se faz tão presente. São tecidos sintéticos, cortes geométricos, ousadia e desenhos absolutamente novos para o período. Tenho absoluta convicção que os detalhes do figurino e da direção de arte ajudaram muito na sedução da série, afinal como dizem por aí: “Deus está nos detalhes”.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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