Natureza e Sociedade

FAÇA AMOR NÃO FAÇA GUERRA

 

           Gosto de começar a semana escrevendo, por está na ordem do dia a democracia é meu tema escolhido para hoje. Mesmo vivendo em tempos tão autoritários ela permanecerá enquanto for desejada. A democracia é algo que vai além de um sistema de governo, é diária existe nas coisas mais simples que podemos praticar: na casa com a família, no trabalho, na rua com conhecidos e desconhecidos, no mundo virtual. Não existe democracia sem respeito as diferenças e aos direitos fundamentais e sobretudo a ideia de que compartilhamos o mesmo espaço público e privado, estamos todos juntos no mesmo barco.

            Vejo a democracia como a política da alegria. A alegria é sua força propulsora interna e como as coisas alegres ela precisa ser cultivada e defendida para poder perdurar. Ela é delicada porque é como uma criança em crescimento que precisa de amor e atenção para ser  um adulto forte e com convicções bem fundamentadas. Hoje quando vejo tantas pessoas, políticos profissionais ou cidadãos comuns, falando em democracia mas agindo em nome do ódio, expressando-se por meio de clichês batidos, jargões antidemocráticos e pouco politizados, me pergunto por que não melhoramos? Como chegamos a esse estado? Não é difícil encontrar cidadãos infantilizados, pelos mais variados meios de comunicação, por suas condições de classe, de gênero, de raça, produzindo um alto índice de analfabetismo político.

            Não entendo como esse ódio infantil que me lembra cenas de regimes totalitários como o nazismo tenha espaço no mundo pós moderno em que vivemos. Por que as pessoas se deixam invadir pelos afetos negativos? Por que são facilmente manipuláveis em sua condição de cidadãos portadores de direitos e obrigações? Mas não podemos esquecer que o sentimento de amor e ódio não é natural são ensinados e, é aí que precisamos de mais educação política que ultrapasse a barreira do meramente formal, dos títulos e diplomas envernizados, precisamos de mais Paulo Freire de alguém que nos ajude a pensar. Sei que o clima reinante é de ódio, posso até ser mal compreendida mas contra os que pedem sangue de partidos, esquerdas, políticos, jovens ativistas, mulheres e homossexuais, peço o de sempre amor. E sugiro faça amor, não faça guerra? Mas será se alguém levará a sério essa sugestão?

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