Natureza e Sociedade

CONSUMO LOGO EXISTO

A sociedade de consumo massificada no pós guerra satisfez as necessidades humanas como nenhuma sociedade do passado pode sonhar ou realizar. Mas, a insatisfação é o que põem em movimento o seu motor de necessidades. O que começa como necessidade deve terminar como compulsão ou vício. E é isso que ocorre, já que o impulso de buscar nas lojas e só nelas, soluções para os problemas e alívio para as dores é um dos hábitos mais comuns da contemporaneidade.

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            O consumo se sustenta na repetida frustração dos desejos. O consumismo é uma economia do excesso e do lixo, dada a velocidade com que as coisas são descartadas, um exemplo, é a solenidade com que a Apple lança novos produtos dando a sensação de que quem os tem faz parte do seu bem sucedido clube tecnológico de sucesso capitalista. O caminho da loja a lata de lixo deve ser curto, e a passagem rápida.

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            O valor da novidade está acima do valor da permanência e sustenta o consumo. O tempo entre o querer e o obter está cada dia mais curto. Vivemos na sociedade do excesso, da fartura, da redundância e do lixo fácil. Todos querem ser in (ser vistos, o que se deve ter, o que se deve fazer). As informações sobre os últimos lançamentos bombardeiam a todos.

            Tudo que o mercado toca se transforma em mercadoria de consumo, da infância prolongada, ao corpo fabricado, passando pelos momentos finais da vida. A ansiedade dos consumidores alimenta o mercado, na infinita esperança de que os instrumentos satisfaçam suas necessidades mais profundas que são aquelas ligadas ao prazer e ao psicoemocional. Tornando permanente a insatisfação essa sociedade se sustenta e passa a clara impressão de que é preciso consumir para existir.

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