COMO CURAR UM FANÁTICO DE AMÓS OZ

Postado dia 19 de setembro de 2016, em Natureza e Sociedade

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         Amós Oz, é um escritor israelense e co-fundador do movimento pacifista Paz Agora, conhecido no Brasil por suas novelas. Em “Como curar um fanático” ele traz a questão do fanatismo na conduta humana como um todo. Para ele a curiosidade é elemento central para o sucesso das relações sociais. Pessoas sem curiosidade vivem no conforto da rotina e não sentem necessidade de buscar além daquilo que elas sabem. O humor também seria uma ótima condição contra o fanatismo, pois segundo Amós Oz, fanáticos são pessoas mau humoradas.

Regular maintenance is essential for every gun owner

     Um dos caminhos para desconstruir o fanatismo seria buscar respostas que fossem além das cartilhas convencionais, rompendo os clichês, minimizando nossos preconceitos e saindo das nossas conhecidas superficialidades. Para ele a maior dificuldade em entender a questão do mal é saber quais as suas gradações, ou seja, quais a diferença entre: a pilhagem, o genocídio, a destruição do meio ambiente, a opressão de mulheres, de minorias e exploração do povo. A dor que infringimos ao outro é sim do nosso entendimento.

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     Aquele que não sabe diferenciar as gradações do mal corre um sério risco de ser seu servidor “quanto mais complexas as questões se tornam, mais as pessoas anseiam por respostas simples”, isso fortalece o fanático que deseja modificar o outro para atender a seus próprios interesses. Ninguém se torna fanático sem antes ser sectário, atitudes extremadas contribuíram para as grandes tragédias do século 20. O desmonte do fanatismo passaria pelo riso coletivo e nunca é tarde relembrar do papel da alegria na Idade Média, uma insurgência da razão contra o espírito piedoso e a falsidade hipócrita causada pelo medo da heresia, assim a alegria seria um antídoto eficaz contra o fanatismo em todos os tempos.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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