A CRUELDADE DAS REDES SOCIAIS

Postado dia 07 de agosto de 2015, em Natureza e Sociedade

 

                Acredito que uso as redes sociais na medida, até pouco para quem tem blog, mas prefiro os poucos leitores e a sensação de conseguir escrever um texto, do que a exposição rasa e os milhares de acessos vazios. A pouco tempo conheci o fenômeno chamado de trollagem que é praticado por personagens que fazem provocações e afirmações polêmicas para criar disseção nas redes sociais. Pessoas podem ganhar dinheiro e se tornar fenômenos como as blogueiras Tassia Naves e Camila Coutinho que trabalham com moda, ou ter suas vidas destruídas no Facebook sendo apenas pessoas comuns. Em muitos casos, a vítima não reúne a maturidade necessária para dá a volta por cima, principalmente se for um adolescente, pessoas com problemas físicos ou sérias instabilidades emocionais. O raciocínio é que se tanta gente diz a mesma coisa, e com tanta veemência deve ser verdade.

            Com cada vez mais pessoas conectadas as redes sociais a tendência é que a tal trollagem se dissemine. Os códigos de convívio sociais são bem diferentes na web, a natureza dos vínculos é muito mais frágil e o anonimato é o elemento essencial. Talvez pelo caráter instantâneo dos acontecimentos as redes sociais estão carregadas de críticas ácidas sobre temas que vão desde a novela e o futebol, até economia política e religião. Fiquei meio assustada com as eleições ano passado, tudo assumia um tom extremamente agressivo de ambas as partes, eram “coxinhas” e “petralhas” de ânimos acirradamente elevados. As discussões entre os religiosos e os homossexuais também tem um tom muito avançado. Sinto que é um processo de busca de iguais e de muita rejeição de diferentes, a linha do tempo acaba se tornando um espelho de si mesmas.

            No Facebook, Twitter, Instagram que uso, vejo a web também como um espaço de intolerância, avesso ao debate e, em muitos casos, orientado à coerção. O que deve preocupar a todos é que o ódio e a intolerância são crimes não condizentes com o avanço tecnológico da humanidade. Os contratados para elogiar e para odiar são dois personagens lastimáveis da nossa era. Na estranha terra das redes das redes sociais, o ódio é gratuito, mas o amor na maioria das vezes tem preço e interesse e a convivência cibernética pode ter um sabor cruel.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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