QUANDO LI SOBRE A ESCRITA DE STEPHEN KING

Postado dia 17 de agosto de 2015, em Na Estante

 

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            Primeiro eu nunca imaginei em ler King, presa aos clássicos nunca passou pela minha cabeça ler um livro como Carry a Estranha ou o Iluminado, mas Sobre a Escrita (1999) foi tão bem recomendado que resolvi ler. Comecei despretensiosamente durante uma viagem de avião, e a leitura começou a me impressionar quando ele diz que a escrita é uma coisa muito séria e tem que ser tratada como tal, assim como o próprio livro. Stephen King é um escritor estadunidense (1947) com alta capacidade de produção e grande público. O livro é dividido em duas partes: memórias sobre sua vida e dicas técnicas sobre a leitura.

            King é filho de mãe solteira o que era incomum para a sua época, ele diz que um fato estranho foi ter morado em vários lugares durante a infância e conhecido várias pessoas o que contribuiu com sua criatividade. Acredito que se nasce escritor, desde muito cedo ele já escrevia e vendia suas histórias para os colegas da escola. Formado em Língua Inglesa, o que seria Letras aqui, Stephen foi professor de produção de texto e tinha uma vida bem limitada financeiramente. Ele diz que recebeu muitas recusas de revistas e editoras que não tinham interesse em publicar seus textos, mas essa enorme negatividade não o desencorajou do seu maior objetivo que era ser escritor.

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            Na parte técnica ele fala coisas para quem quer ser escritor ou simplesmente escrever melhor. Uma das dicas mais importantes que eu falava para os meu alunos na época em que dava aulas de metodologia é: se você quer ser escritor tem duas coisas a fazer ler e escrever muito e que não há atalho para isso, para ser escritor tem que escrever regularmente. Uma outra coisa é que a gramática é um elemento essencial na vida do escritor. Ele fala também, sobre a erudição que muitas vezes é exigida na literatura e na construção do texto de modo geral, mas, não deve ser tão relevante, o texto deve apenas ser bem cuidado e acessível ao leitor, porque a língua nem sempre “usa terno e gravata”.

            O melhor do livro é o entendimento de que para se escrever bem é preciso deixar o medo e a insegurança para traz. Cada um deve compreender que a leitura demanda tempo e que é preciso abrir mão de coisas como ver muita TV que ele considera como uma distração, porque para escrever melhor é preciso ter foco. No final do livro tem uma ideia genial que é uma lista com alguns livros que influenciaram sua vida, e ele cita O Sol é para Todos um livro que gosto muito.

            Me identifiquei muito com o texto, porque a escrita não salvou a minha vida, agora na luta contra o câncer, estou viva pela competência dos médicos, o amor das pessoas mais próximas, mas transforma minha vida num lugar mais seguro, tranquilo e agradável, a escrita serve para levar informações para os que leem o meu trabalho e para tornar minha vida mais feliz, por isso que nada é mais satisfatório do que terminar de escrever um texto que foi bem trabalhado. A escrita existe, para me despertar, para me melhorar, para me ajudar a lutar pela vida. King abriu meus olhos para a seriedade que existe em escrever e o quão grandioso é esse ato. E como ele diz: escrever é mágico é a água da vida.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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