O QUE AINDA DIZER DE ORGULHO E PRECONCEITO

Postado dia 10 de junho de 2015, em Na Estante

 

            Tive muita resistência em ler e falar de Orgulho e Preconceito (1813) da inglesa Jane Austen dentro de minhas ideias pré-concebidas era apenas um romance no estilo “Sabrina” que tinha sido adaptado para o cinema, além do que imaginei que já tinha sido dito tudo sobre ele. Após a longa e minuciosa leitura que fiz do livro compreendi que a obra trata do comportamento humano em meio as famílias conservadoras, com reflexos na sociedade dos dias de hoje que ainda mantém costumes tradicionais. Os críticos literários falam que ela criou a comédia romântica e o que prende o leitor ao texto é o desfecho da história.

            Na história do livro aparece problemas relacionados a educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do século XIX, na Inglaterra. O interessante é que a história continua exercendo fascínio mesmo em jovens modernos. No centro da trama está Elizabeth Bennet, segunda mais velha numa família de cinco irmãs, que vive com seus pai num relativo conforto no ano 1797, na Inglaterra. Ela não se encaixa nos padrões que as moças da época deveriam seguir e recusa-se a correr atrás de pretendentes, como desejava a matriarca da família, a Sra. Bennet, que queria a todo custo, ver suas filhas casadas e de um marido de alto poder aquisitivo.

            Orgulho e Preconceito é um retrato fiel, divertido e inteligente da sociedade inglesa do início do século XIX. Os costumes, o amor, a condição da mulher, os preconceitos e os casamentos tradicionais. Acredito que a crítica aos costumes é o ponto forte do livro, as mulheres que não tinham direito a herança, o romance realista e o casamento como elemento único de ascensão social feminina. A obra nos leva a uma sociedade regida por dogmas e preconceitos sociais, rígida e mesquinha, onde nem tudo é o que parece. E isso a aproxima dos nossos tempos atuais, talvez seja aí que mora o seu fascínio e tantas adaptações para o teatro, opera e cinema, o de mostrar que as conveniências sociais nem sempre correspondem com a realidade.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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