Misturas Filosoficas

A VIDA PODE SER UMA VALSA

      Sempre fui dramática quando adolescente adorava amores platônicos, quando adulta filmes, músicas e histórias sentimentais, mas nunca gostei de reclamar sou daquelas que prefere sorrir a chorar. Andando pelo mundo das redes sociais vi que não aguento mais gente pesada. Chego a me sentir uma folha no meio de uma manada de elefantes, roçando em peles ásperas com a sensação que posso vir a ser esmagada. É irritante essa gente chata que só sabe se alimentar de picuinhas e mandar indiretas para os outros.

      Reclamam do sol, da chuva, do garçom, do sal da comida, da vendedora da loja, da empregada doméstica que agora não é mais escrava doméstica, da vizinha que é feia, mas que fez várias plásticas, de que tudo é muito caro,  de que nenhum homem serve. E aí vem aquele discurso nauseante “por isso que o Brasil não vai para frete”. Quando vejo isso me da uma vontade de nunca mais encontrar essas criaturas que vivem de seus sentimentos escuros, procriando ódio. Possuem os corações densos, a alma pesada, espalham desamor e discórdia.

      E para piorar ainda sofrem de inveja, complexo de inferioridade, penúria, soberba. Tenho claustrofobia desse tipo de gente, não gosto de sanguessugas nem de dramas vazios e baratos. Essas pessoas espalham trucidam, aniquilam, dizimam qualquer esperança numa velocidade incomensurável. Tenho vontade de correr como Forrest Gump para bem longe dela. Não sou carrancuda, nem triste, nem de mal com a vida, sou justamente o contrário e por isso me incomodo tanto com essas atitudes. A vida é para mim uma Valsa de Strauss e nem o câncer me deixou perder o ritmo. Gosto de gente que sorri, que tem esperanças, que se importa com o outro. Adoro felicidade sem motivo, rir do que não tem graça, calor humano e abraço apertado que não acaba mais. Ser seduzida por essas pessoas que me arrebatam com tanta doçura deixam a vida sempre cheia de cores especiais e sempre com um cheiro de esperança.

 

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