A VIDA PODE SER UMA VALSA

Postado dia 24 de janeiro de 2015, em Misturas Filosoficas

      Sempre fui dramática quando adolescente adorava amores platônicos, quando adulta filmes, músicas e histórias sentimentais, mas nunca gostei de reclamar sou daquelas que prefere sorrir a chorar. Andando pelo mundo das redes sociais vi que não aguento mais gente pesada. Chego a me sentir uma folha no meio de uma manada de elefantes, roçando em peles ásperas com a sensação que posso vir a ser esmagada. É irritante essa gente chata que só sabe se alimentar de picuinhas e mandar indiretas para os outros.

      Reclamam do sol, da chuva, do garçom, do sal da comida, da vendedora da loja, da empregada doméstica que agora não é mais escrava doméstica, da vizinha que é feia, mas que fez várias plásticas, de que tudo é muito caro,  de que nenhum homem serve. E aí vem aquele discurso nauseante “por isso que o Brasil não vai para frete”. Quando vejo isso me da uma vontade de nunca mais encontrar essas criaturas que vivem de seus sentimentos escuros, procriando ódio. Possuem os corações densos, a alma pesada, espalham desamor e discórdia.

      E para piorar ainda sofrem de inveja, complexo de inferioridade, penúria, soberba. Tenho claustrofobia desse tipo de gente, não gosto de sanguessugas nem de dramas vazios e baratos. Essas pessoas espalham trucidam, aniquilam, dizimam qualquer esperança numa velocidade incomensurável. Tenho vontade de correr como Forrest Gump para bem longe delas.

Abraço>

      Não sou carrancuda, nem triste, nem de mal com a vida, sou justamente o contrário e por isso me incomodo tanto com essas atitudes. A vida é para mim uma Valsa de Strauss e nem o câncer me deixou perder o ritmo. Gosto de gente que sorri, que tem esperanças, que se importa com o outro. Adoro felicidade sem motivo, rir do que não tem graça, calor humano e abraço apertado que não acaba mais. Ser seduzida por essas pessoas que me arrebatam com tanta doçura deixam a vida sempre cheia de cores especiais e sempre com um cheiro de esperança.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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