SONHOS NÃO ENVELHECEM

Postado dia 03 de janeiro de 2015, em Misturas Filosoficas

          Nesse clima de início de ano onde é possível pensar em recomeçar andei pensando e vi que alguns sonhos não envelhecem jamais, pode ser que se acrescente outros ou outras formas de alcançá-los mas não deixam de existir na alma e no nosso coração. As vezes penso que quando era criança queria disputar o céu com os pássaros só que minhas asas seriam maiores e nunca ficariam cansadas. Sentiria todas as madrugas o cheiro do café que meu pai coava. As pessoas amadas seriam enterradas somente na areia da praia de brincadeirinha.

            Eu cantaria Blowin In The Wild com Bob Dylan e formaríamos um belo dueto. Eu seria o quinto Beatles. Casaria sempre de branco com véu e um buquê de flores fresquinhas e um marido hiper apaixonado. Seria famosa o bastante para um pouco mais de meia dúzia de pessoas ler os meus textos e provar dos meus bolos quentes. Também quero me mandar num foguete para lua, rir da gravidade e do que não tem a menor graça, além de plantar árvores com muitas flores por todo o sertão.

            Em casa teria almoço todo santo dia, e ia para o trabalho a pé. Minha casa seria um rancho perto de um riacho, mas teria todos os avanços tecnológicos possíveis além de uma sala cheinha de livros divididos por assunto, tamanho, nível de relevância. Beberia leite com manga e nada aconteceria.

            Outros sonhos são mais ambiciosos eu ficaria sabendo todos os segredos da maçonaria. Descobriria a cura para o câncer e para a corrupção. Passaria no vestibular da vida. Juntaria meu primeiro milhão de amigos. Acabaria com a miséria e as fronteiras e o mundo seria um grande quintal. De tudo isso o mais importante seria crescer e me tornar uma adulta resolvida e madura o suficiente para nunca mais querer ser alguém na vida além de mim mesma.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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