SOBRE A SOLIDÃO

Postado dia 13 de agosto de 2014, em Misturas Filosoficas

            Talvez a solidão não seja simplesmente falta do outro, mas nada mais do que a falta de nós mesmos. O homem é um ser social que necessita compartilhar sua afetividade, que necessita está com o outro. O ser humano necessita compartilhar, mas para isso é necessário ter algo a oferecer e não simplesmente algo a receber. O homem que não tem vida interior vai esperar que o sentido de sua vida seja preenchido pelo outro. Evidentemente o sentido de sua vida não pode ser preenchido pelo outro tem que ser encontrado por você mesmo.


O isolamento externo nasce do interno, da falta de vida interior, de termos um conteúdo com o qual compartilhar, da falta de um diálogo interno conosco mesmos. Uma das ferramentas filosóficas que se colocam como necessárias para que o homem esteja acompanhado de si próprio é exatamente a solidão. Solidão no sentido de você avaliar o seu dia, a sua vida, buscar as respostas dentro de si mesmo para a sua motivação, para os seu direcionamento, quais são os seus princípios, o porque de você está fazendo as coisas. O homem que convive saudavelmente consigo mesmo normalmente ele não sofre de isolamento.


            Nós vivemos em uma sociedade que os apelos externos são muito grandes, vivemos virados para as circunstâncias para o barulho do mundo e fugimos de nós mesmos, talvez pelo medo do que iremos encontrar se nos virarmos para dentro. A vida assim como a natureza tem fases de recolhimento e expansão, necessitamos de períodos que nos façam refletir sobre nossas raízes. Tenho a impressão que na nossa sociedade contemporânea com todo o aparato tecnológico ao nosso alcance o ser humano conhece muito sobre as coisas e pouco sobre si mesmo.


            A grande saída para essa sociedade de “N” estímulos é você buscar aquilo que você não é, ou seja, sua individualidade. Solidão é a possibilidade do costume a reflexão, de um encontro marcado com a própria alma. Com a reflexão abrimos a possibilidade de perceber que o outro é como nós um ser humano que necessita de preenchimentos, vivemos no mesmo drama humano, estamos todos juntos.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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