SABER PERDOAR

Postado dia 12 de novembro de 2012, em Misturas Filosoficas



            O que é a ofensa, se não o ato de agressão do outro em relação a nós, agressões das mais diversas naturezas, capazes de gravar no nosso psiquismo lembranças que dificilmente podem ser esquecidas. Perdoar independe de esquecer, até porque somos seres dotados de inteligência, e dentro dos parâmetros de normalidade mantemos em nossa memória os fatos da nossa vida.


            A diferença fundamental é que aquele que perdoa consegue se livrar dos ressentimentos, que seria a forma de você sentir novamente a dor da ofensa. Quem perdoa se torna livre, sem a necessidade de ficar preso a nenhum sentimento de natureza negativa.


            Acredito também que perdoar independe do consentimento ou da aceitação do outro, é um ato de adesão voluntária, é um ato de amor que simplesmente se sente. Mas, existe um tipo de perdão que eu considero extremamente importante, aquele que você concede a si próprio, se perdoando pelos erros cometidos, e procurando seguir o caminho da vida da forma mais justa possível, pautada em valores universais como: o amor, a solidariedade, a tolerância, a compreensão, a caridade.


Uma vez ouvi uma historia de que uma mãe que procurou Gandhi para pedir a ele que dissesse ao seu filho que parasse de comer açúcar e ele falou que ela poderia voltar com um mês, após esse período a mãe voltou e ele disse para a criança que parasse de comer açúcar e explicou que não tinha  feito antes porque ele mesmo ainda comia, ou seja, não devemos cobrar do outro aquilo que não fazemos nem possuímos. A mudança que queremos para o nosso mundo necessariamente começa por nós.

            Acredito que quando o ser humano entender que  perdoar é conquistar o enobrecimento, o homem será forte pelo amor e compreensão que seja capaz de distribuir, na vida é preciso se livrar de magoas e ressentimentos para poder seguir o caminho da auto evolução.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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