REFLEXÕES DA RELAÇÃO ENTRE HOMEM E MULHER

Postado dia 17 de março de 2014, em Misturas Filosoficas

Lendo uns textos de filosofia sobre universo interpessoal pensei em escrever sobre a relação homem/mulher  do ponto de vista filosófico. A principio acho que a relação homem e mulher tem algo de cultural e biológico. Uma das coisas que provavelmente trouxe a tona a ideia de que a mulher é um bicho esquisito, estranho, talvez se deva ao fato de que as mulheres passaram a maior parte da historia vivendo em um espaço reduzido com pouca circulação pública, sendo possível que elas percebessem detalhes que se tornavam imperceptíveis ao homem.


Na nossa cultura depois da ideia do feminismo não é possível conviver de forma tranquila com uma noção do que seja homem e mulher nem tampouco com a noção de gênero que seria a construção social do homem e da mulher. Uma ideia que torna a relação difícil é a nossa mitologia de relacionamento que o outro vem nos completar, a questão é pensar se existe relação existe o outro que é reconhecido e um outro que é representado e por isso a tolerância mútua é necessária. 


Existe feminismo para todos os gostos, mas existe uma coisa que acho bacana que é a defesa da construção da identidade das mulheres e de uma auto reflexão que incluísse sempre o homem com o qual elas não poderiam ficar em guerra. Se os homens hoje estão em crise com a sua masculinidade, com a sua identidade, porque são assim como as mulheres obrigados a se pensar. O feminismo sério que tem mais de cem anos já conseguiu romper com a noção de gênero, ou seja, com a ideia do natural e do cultural, agora é a vez dos homens, embora definir um gênero, ou como cada um deve ser acaba sempre caindo na vala comum do moralismo.


Não podemos esquecer que todas as definições que conhecemos do que é a mulher na religião, literatura, artes, cultura como um todo é uma construção dos homens, como já dizia a famosa Simone de Beauvoir, ela é a outra, o segundo sexo. O homem hoje vem marcado pela falta e pela impotência ele não precisa mais ser provedor, forte, nem herói e quando ele sente isso se vê meio perdido em sua identidade, isso gera um mal estar entre homens e mulheres que é fruto do cotidiano.


Mas o que pode melhorar a relação é conversar,  dizer o que se sente com o aprendizado da convivência que demanda esforços. Embora o dia a dia seja muito maior do que os esquemas que conseguimos montar sobre eles e no cotidiano real não sabemos o tempo todo para onde estamos indo, no mundo real é preciso fugir de arquétipos e aceitar o outro da forma que ele é sem grandes expectativas, sem muito esperar.  

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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