O QUE O TEMPO NOS DÁ

Postado dia 19 de janeiro de 2013, em Misturas Filosoficas



            Quando fiz vinte anos achava que sabia da vida, me imaginava capaz de casar, definir minha vida profissional e dá conselhos com base na minha experiência. Ter trinta anos era algo distante e nos meus planos de então quando essa data chegasse eu já seria estável e teria algum sucesso seja, no que fosse.


            Hoje aos trinta existe algumas vantagens de não ter vinte, a principal delas é perder cada vez menos tempo com bobagens. Só vou ao cinema para ver filmes, aos quais tenha lido as críticas de pessoas que tenham mais ou menos a mesma linha de pensamento que a minha. No quesito restaurantes vou sempre aos mesmos, dois ou três, e peço os mesmos pratos, pois sei do que gosto e do que não gosto e ainda rezo, para vim sempre com o mesmo sabor. Ir a lugares novos, só se meu estado de espírito estiver disposto, pois geralmente dá preguiça.


            As vezes sinto saudades daquela época em que eu arriscava, e era inteiramente sentimental, mas hoje vejo que sempre que me aventuro, me arrependo, seja até mesmo para fazer um compra sem planejamento.


            Nas preferências de viagens, tenho uma cinco no máximo e sei exatamente o que procuro e o que quero fazer. E quando isso acontece tenho a ilusão de que a vida tem alguma estabilidade, embora não seja aquela que eu sonhava aos vinte anos.


            No capitulo relacionamento amoroso é melhor nem arriscar e se entregar como se fazia aos vinte. As mulheres costumam fazer qualquer coisa para não ficar sozinhas. Foi construído que não se pode ir sozinha ao cinema, nem passar o fim de semana em casa consigo mesma, além do que seriamos  frágeis por natureza. Acredito que as mulheres são frágeis mas não a ponto de viver na companhia de alguém que não amam, somente para preencher a solidão e parecer estáveis.


            Hoje vejo que o mais importante é não ter grandes planos, nem correr riscos desmedidos, já que passaremos a vida correndo risco, além do que com o tempo entendemos que não dá mais para perder tempo com bobagens e que a vida é mais do que aquilo que nos disseram para fazer.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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