Misturas Filosoficas

O COTIDIANO DO AMOR

            Estou convencida de que o amor aparece de forma inesperada, sob o mecanismo perfeito que une duas pessoas que estão em opostos da pequena, assim como da grande cidade. Nasce impertinente como visita eventual com o gosto imperativo das coisas mais improváveis da vida. Passa a viver no terreno do vir a ser em tempo fortuito e imprevisível. Uma vez iniciado o amor passa a viver o seu tempo mais imprevisto o meio, porque o meio da história é mais difícil do que o início e até mesmo do que o fim.

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            Uma hora aquela relação que era quente chegando até mesmo a pelar, vai ficar morna, podendo evoluir para o gelo e para a pior parte do processo a indiferença. Sextas, sábados e domingos são dias festivos e escandalosamente amorosos. O difícil do relacionamento são as segundas, terças, quartas e quintas. No meio a volúpia que uma dia foi escandalosa é posta a prova e só sobrevive as descidas e subidas, os casais que caminham com cuidado no terreno infernal que é ver o outro em sua concepção mais humana feita de sentimentos, erros e acertos. Acredito que só merece as maravilhas do amor quem tem a capacidade de engolir o pranto, muitas vezes calar e deixar a dor passar. Assim como a lógica as vezes repentinamente o amor acaba, como o guaraná que acabou o gás ou a cerveja que esquentou, aí será a hora de dizer adeus e rezar baixinho pedindo que tudo comece novamente.

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