Misturas Filosoficas

NOSSOS MEDOS

            O medo é estrutural em nossa cultura e conviver com ele é a melhor maneira de enfrenta-lo, como por exemplo, no momento que eu reconheço que eu tenho medo de envelhecer, de falhar, de passar fome ou da violência essa é uma forma de enfrentar os meu próprios demônios. O homem é um animal com medo, com carências, com indigências que estão ancoradas tanto na sua condição fisiológica, quanto psicológica. Nietzsche diz que o medo é o sentimento fundamental e hereditário do homem.

            O medo não é uma invenção moderna, o problema é que nos tornamos uma sociedade hedonista somos tão egoicos que hoje é praticamente impossível se viver com o sofrimento e o tédio. Precisamos passar a maior parte do nosso tempo sob o efeito entorpecente de narcóticos que aliviem em nós a possibilidade de confrontar a dimensão do nosso vazio. Nossos medos tem uma raiz em dois fundamentos o temor e a esperança que são parte constitutivas de nossas crenças do nosso arsenal de escolhas para a construção de nossas vidas.

psicose

         Os filósofos estoicos apontam um caminho para a superação dos nossos medos que se fundamenta em calma e equilíbrio racional. Considero que o medo não é um mal em si, o seu aspecto negativo é quando se vive um temor desmedido. O importante é compreender que é inevitável a convivência com os grandes sofrimentos da condição humana como: medo da morte, medo da dor, medo das dificuldades e privações. Acredito que o importante é a avaliação de que aquilo que temos medo é justificável? O medo é a nossa emoção mais antiga e um dos nossos melhores professores, com enorme influencia no nosso psiquismo, decorre da própria constituição finita do homem, que o amedronta e o conduz a imaginar formas de evitar sua própria aniquilação como por exemplo, o ideal da eterna juventude. Particularmente aprendi com meus medos a me aceitar, a ser mais tolerante com meus sentimentos e a enfrenta-los de frente, meio mais eficaz de doma-los.

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