ENCARANDO NOSSAS SOMBRAS

Postado dia 18 de maio de 2015, em Misturas Filosoficas

 

            Quem primeiro chamou o lado negro da nossa alma de sombras foi o psicanalista Carl G. Jung, carregamos dentro de nossa psique, emoções, e pensamentos negativos, coisas das quais temos vergonha e que podem ser muito destrutivas, se não tomarmos cuidado. São os nossos demônios, os nossos monstros internos. Do mais cruel assassino a pessoa mais iluminada, somos todos capazes de raiva, inveja, preconceito, medo, ciúme e ganância.

            A sombra é como uma gaveta onde jogamos o que não queremos que o outro saiba sobre nós. É um porão da psique, um depósito das coisas que consideramos inaceitáveis, vergonhosas, difíceis de admitir até para nós mesmos. Ao não sabermos o que fazer com nossas sombras, podemos, além de machucar a nós mesmos, machucar os outros. Controlar os nossos demônios implica em prestar atenção neles.

            Não tenho receitas, mas imagino que o caminho para iluminar nossas sombras seja olhar para elas, como costumamos negar os demônios, muitas vezes nem sabemos onde eles estão. Ontem conversando com uma amiga refletimos que um dos passos para reconhecer nossas sombras é admitir: sim, fiquei vermelha de raiva. Sim passei dos limites com meus companheiros. E agora o que fazer?

            Aprendi que devo ser amiga de mim mesma e a compaixão começa por nós. Se pudermos ser gentis com nós mesmos seremos com os outros. Temos que admitir que não fomos treinados para lidar com a sombra; por isso é tão difícil reconhece-la aceita-la, compreender que a sombra é parte de nós, o resultado de nossas feridas é o caminho para encarar nossos demônios como professores que indicam onde devemos melhorar.

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AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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