CASAMENTO: UM CONTRATO SOCIAL

Postado dia 16 de outubro de 2012, em Misturas Filosoficas


O homem para viver em sociedade necessita, seguir um código de conduta pré estabelecido pela coletividade que determina o seu comportamento perante si e perante os outros. Contudo, esse código não é fixo, ele é mutável e obedece períodos históricos, classes sociais, interesses das mais diversas naturezas.


            Pensando nesse panorama sociocultural, fico indagando sobre o casamento. Nas sociedades primitivas, como por exemplo, entre os nativos brasileiros de algumas tribos, o amor não é o elemento central na escolha do marido, as mulheres preferem um grande caçador, um guerreiro e até um curandeiro. O afeto não é demonstrado por mãos dadas ou beijos. A mulher pinta o corpo do marido de urucum e carvão, conversam e fazem tarefas juntos.


            Na sociedade que vivemos, antes de representar afeto o casamento sempre foi um contrato de interesses, sejam eles, familiares ou de casta, políticos, econômicos ou culturais. Acredito que essa obrigação de uma paixão avassaladora é antes de qualquer coisa, uma construção social resultado da modernidade, com claras influências do movimento Romântico, do cinema e das telenovelas.


            Uma coisa não pode ser prescindida no relacionamento conjugal é o respeito, o cuidado, o afeto e muitas vezes até o amor, mas um amor maduro daqueles sem grandes afetações, onde o cuidado com o outro seja o objetivo central do relacionamento. Mas faço aqui uma ressalva, um abraço de vez em quando é algo imprescindível, para uma longa vida juntos. 

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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