GUSTAV KLIMT O MAIOR REPRESENTANTE DA ART NOUVEAU

Postado dia 19 de junho de 2015, em Galeria de Arte

 

            Dizem que Klimt é um artista decorativo, talvez até seja, tenho tanta reproduções de sua obra em tantos objetos que até confirmo essa tese. Gustav Klimt nasceu na Áustria em 1862, começou como pintor acadêmico tradicional e depois desenvolveu um grau de ecletismo em sua obra com um estilo fantástico. Klimt foi um dos principais representantes do movimento de Art Nouveau, que se espalhou por toda Europa no final do século 19. Ele produziu uma das pinturas mais célebres e populares da segunda metade do século 20 até a nossa contemporaneidade. O beijo (1908) e o Retrato de Adele Bloch-Bauer (1907)  formam sua chamada fase de ouro.

            Adele Bloch- Bauer esposa de um banqueiro (amante de Klimt) foi a única mulher a posar para ele mais de uma vez. Esse é considerado por muitos seu melhor trabalho o uso do dourado e de objetos antigos, sugere sua riqueza e poder. Mas seu olhar e a posição das mãos sugere que ela é frágil. Tudo nesse quadro é ornamentado, apenas as mãos da mulher e a parte superior do corpo a definem. A sua aparência oscila entre uma pintura bizantina e uma fotografia.

            Em O beijo, a mulher está sendo absorvida pelo homem, enquanto ambas figuras são engolidas pelo corpo de ouro em que se encontram. O fundo sugere um céu noturno, enquanto os corpos flutuam na borda de um florido prado. É o meu quadro preferido as formas são bem definidas as retangulares evocam masculinidade e as circulares o feminino. O quadro como um todo mostra a perda do eu que todos os enamorados vivenciam.

            Klimt conjuga o formal com o pessoal, o cultural com o contemporâneo. Sua arte tem uma sensação de movimento e de equilíbrio. Para mim ele pinta a verdade da existência humana mergulhados nas paixões mundanas. A beleza estética de sua obra e seu simbolismo alegórico talvez seja o elemento central de sua popularidade e o porque de seus quadros serem tão reproduzidos. Suas pinturas são ricas cobertas de brilhos dourados e prateados, seu simbolismo significativo sua alegoria e estilo ainda vai ornamentar, embelezar e influenciar muitos no mundo contemporâneo.

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AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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