Galeria de Arte

FRIDA KAHLO É POP

Frida Kahlo (1907- 1954) agora é pop em meio a produtos “Made in China”, com suas sobrancelhas espessas inconfundíveis tem a sua imagem reproduzidas nas mais diversas coisas de camisetas, canecas, tênis, bolsas, chaveiros, imãs para geladeiras e o que tiver para reproduzir sua imagem. Cada fã pode criar sua própria Frida, de acordo com sua imaginação, são muitas: a artista genial que sofreu, a feminista, a liberal de sexualidade que não compreendia gêneros.

        Toda a obra de Frida é muito pessoal e talvez seja um dos indicadores de identificação do público com ela. A artista não se separa da pessoa, encontramos em suas telas seus dramas pessoais como a impossibilidade de ter filhos, abortos, deformação física, dor, divórcio, ela mostra que a arte é a expressão pura e simples da vida. Frida é realmente uma personagem fantástica, foi amante de homens e mulheres, circulou entre os principais artistas e intelectuais da época. Após um acidente que partiu sua coluna, a longa convalescença transformou a adolescente que queria ser médica em artista.

       Seu guarda roupa era exuberante e planejado, formado de roupas típicas de seu país. Uma de suas obras mais significativas é o Autorretrato com Macacos (1943) e o Abraço do Amor do Universo a Terra (México) (1949) que retrata a devoção de Frida ao complicado e infiel marido Diego. Frida nunca se considerou “surreal”, e disse que não possuía rótulos. Para mim Frida está mais para um primitivismo colorido em que plantas e animais se misturam de forma hibrida a cores fortes.

       Li que parentes da artista que tinha forte tendência marxista, concordam com a exposição da sua imagem em produtos populares, mas não concordam em lojas caras como a Zara onde o povo não tenha acesso. Seja em movimentos artísticos, posicionamentos políticos ou amores Frida nunca esteve isenta de ambiguidades, e talvez seja aí que more seu fascínio de figura fashion, enigmática e pós moderna, mas sobretudo, grande

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