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CARTIER BRESSON O FOTÓGRAFO DO INSTANTE DECISIVO

 

     Henry Cartier-Bresson é um fotógrafo francês (1908-2004) considerado um dos maiores fotógrafos de todos os tempos. Ele passou a vida registrando momentos fugazes que jamais se repetiriam e nos ensinou que a fotografia é a arte de captar a magia do momento. O seu trabalho talvez possa ser definido como placidez e dinâmica, distanciamento e imersão do olhar. Em 1932 Cartier-Bresson torna-se realmente fotógrafo ao comprar sua Leica, que permite a agilidade do movimento do fotógrafo e o acompanha por toda a vida, fazendo parte dela. É entre 1932 e 1934, o período em que fez algumas de suas melhores fotografias, começando a olhar para os despossuídos e oprimidos, principais temas do fotojornalismo na época, no entanto, estas fotos impressionaram a França, Espanha, Itália e México, como arte muito mais do que como reportagem.

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    Bresson Seguia sempre algumas regras para fotografar como: nunca permitiu que fossem feitos recortes posteriores na edição de suas fotografias, por considerar o conjunto capturado pela máquina como instante máximo da cena; normalmente não utilizava iluminação nem flash, somente luz natural; fotografava preferencialmente em preto e branco; e não usava efeitos especiais nem na revelação nem na ampliação. Sempre buscando passar despercebidos nas cenas que iria fotografar, com o olhar atento, como se estivesse a espreita, aguardando a caça. Suas fotos capturam os novos acontecimentos da época e a vida cultural dos países que fotografou.

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     Seu trabalho foi construído na concepção do instante decisivo que é a aceitação de que há um momento fugidio, cuja duração não passa de uma minúscula fração de tempo, que o clique fotográfico deve tentar capturar. Esse momento, considerado instante decisivo é o objetivo principal na obra de Cartier-Bresson. Sempre em busca desse momento máximo da imagem, ele acreditava que não era necessário “coletar fatos, porque os fatos em si mesmos têm pouco interesse. A fotografia é para ele a busca de representar uma realidade que emocione o observador da foto suas fotos falam por si.

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    Cartier-Bresson consegue esse tipo de representação da realidade com seu instante decisivo, que não necessariamente é apenas a espera do momento máximo da cena, mas também uma percepção sobre um todo que a fotografia possa capturar, uma sequencialidade, uma narrativa que contrói a cena. Essa característica tornou-se a marca de Cartier-Bresson e torna-se também essencial ser encontrada nas fotografias consideradas bressonianas e guia para o Fotojornalismo de modo geral.

 

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