A Magia do Cinema

UM FURACÃO CHAMADO FRIDA KAHLO




            Frida Kahlo é uma daquelas mulheres que pelo fato de existirem já chamam atenção sem muito esforços, conhecia um pouco de sua biografia de sua obra, e aprofundei esse conhecimento quando vi o filme Frida (2002) estrelado por Salma Hayek e Alfred Molina que faz o papel de Diego Rivera, marido de Frida. Frida nasceu no México em 1097 e não gostava de ser vista como filha da Revolução, tratava-se de uma revolucionária que acreditava ser capaz de mudar o mundo principalmente o seu próprio mundo.

            Sua vida foi marcada por tragédias, como um grave acidente de ônibus que partiu sua coluna obrigando-a a ficar impossibilitada. Começou a pintar quando sua mãe colocou um espelho perto de sua cama e  sempre pintou a si mesma, considerando que sempre fez o que via, o que sentia, sua vida, suas angústias seus anseios e o tumultuoso amor pelo seu infiel marido.

            O filme mostra a conturbada relação com o seu marido pintor, suas infidelidades que iam de um relação com uma modelo que ele estivesse pintando até com sua própria irmã. Para compensar a infidelidade do marido o filme mostra suas também relações extraconjugais com o revolucionário Trotski e outros homens e mulheres.

            A obra de Frida Kahlo foi considerada por críticos como surrealista, mas a própria autora nunca a considerou assim, acreditava pintar somente sua própria realidade. Isso fica evidente quando pintou muitas vezes o tema de filhos uma de suas maiores dores é não ter conseguido ser mãe, embora tenha engravidado. Em suas obras sempre procurou ressaltar as tradições e cores de sua gente o México.

 Frida era uma mulher real que tinha uma vida marcada pela luta constante da superação, os casos extra conjugais de ambos não refletem os padrões de um casal tradicional, eram artistas e suas visões de mundo refletiam outros interesses. Seus auto retratos mostram que sua arte buscava acima de tudo uma integração consigo mesma, a busca constante de uma liberdade quando dizia para que preciso de pés se tenho asas para voar. O filme presta um grande serviço a obra de Frida e ao conhecimento de sua pessoa pelo grande público. 

Comentários

1 Comment

  1. Também assisti esse filme. Muito bom. O que me cham a atenção não são os casos de infidelidade, mas o quanto a necessidade de sobrevivência e, num certo sentido, o individualismo, deturpam a produção e o sentido da arte, pois o artista que precisa “ir sempre aonde o povo está”, tem que desviar o seu caminho e ir aonde pode ganhar dinheiro e ser reconhecido individualmente, não por maldade, mas por necessidade de sobreviver e, ou por não querer ou por não entender as perversas relações sociais de produção estabelecidas no capitalismo, porem, mesmo assim, sempre tem espaço para a manifestação da arte revolucionária.

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