OS PÁSSAROS DE HITCHCOCK

Postado dia 22 de agosto de 2016, em A Magia do Cinema

 

ORG XMIT: S11ABC5EB_WIRE (FILES) File picture taken in 1963 shows British film director Alfred Hitchcock (1899-1980) during the shooting of his movie 'The Birds'. Hitckcock directed his first film in 1925 and rose to become the master of suspense, internationally recognized for his intricate plots and novel camera technique. Hollywood will celebrate 13 August 1999 the centenary of Hitchcock's birth. AFP PHOTO FILES IMF25 09102004xMOVIES 10072005xGuidelive

    Os Pássaros (1963) do aclamado diretor Alfred Hitchcock é o tipo de filme que levanta outras discussões que vão além da mera diversão. A estória é fantasiosa, ficando na dimensão do psicológico e do imaginário coletivo. Uma invasão de pássaros agressivos começa a aterrorizar uma pequena cidade no Estado da Califórnia (EUA). A tensão da situação cria o suspense da história. Pássaros, que imaginamos como seres inofensivos se mostram como criaturas ameaçadoras, invadindo todos os lugares, públicos e privados.

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    O filme mostra um tanto de neuroses e paranoias coletivas da nossa sociedade, como uma alegoria dos nossos medos coletivos. Os personagens são instáveis psicologicamente e socialmente. As mulheres não se enquadram no padrão de sua época. A misteriosa invasão mostra que as distorções já estavam presentes de forma latente na pacata sociedade, como elemento de agressividade da própria natureza humana.

    Os Pássaros, vai além da caracterização como filme clássico, é uma narrativa que continua atual, onde os medos coletivos são tão presentes. Os pássaros parecem que foram trazidos por Tippi Hedri, a estrangeira que veio visitar o pacato lugar, alguém que veio de fora e desarmonizou o local, a xenofobia nacionalista e o preconceito contra minorias (étnicas, religiosas ou comportamentais), são expressões desse fenômeno do que vem de fora, do que é do outro. A principal reflexão para mim é: quem é o outro a ser temido? quais as dificuldades que a sociedade tem para lidar com o diferente, com o estrangeiro?

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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