A Magia do Cinema

O PEQUENO PRÍNCIPE AINDA SENSIBILIZA

      Lançado em 1943 O Pequeno Príncipe do aristocrata francês, poeta e pioneiro da aviação Antoine de Saint-Exupéry é um livro de muitas famas, de livro preferido das misses dos anos 1960 e 1970, disseminador de metáforas e de filosofias de fácil compreensão, mais recentemente, a obra tem ressurgido em frases dispersas pela internet, seus desenhos reproduzidos e agora, em um filme belíssimo que mistura animação gráfica e a técnica de stop motion, em que figuras de papel são animadas e filmadas quadro a quadro. É tudo muito bem construído, bonito, delicado e com belas cores.

      Nunca li o livro todo, estou lendo em francês aos poucos de acordo com meu desempenho no idioma e assim, não sou purista como muitos. Levar um clássico da literatura para o cinema é uma tarefa sempre temerosa. O filme cria uma história paralela e o verdadeiro personagem é uma garotinha que vive com uma mãe que determina com uma exagerada rigidez suas tarefas diárias visando a sua entrada numa escola modelo. Para ficar perto da escola elas se mudam para um casa e passam a ser vizinhas de um senhor esquisito que tem um avião no jardim. O senhor manda páginas da história do Pequeno Príncipe para a garotinha e lhe conta quando seu avião caiu no deserto do Saara e ele conheceu o pequeno garoto loiro.

      Apesar da trama nova o filme é fiel a essência da obra de Exupéry, trazendo simplicidade e mostrando de forma tão bonita suas célebres máximas. É um filme que convida a todos a revisitar a infância, os personagens são de fazer chorar, a relação da amizade da Pequena Garota e o Aviador, o encontro com o Pequeno Príncipe, o vilão que transforma estrelas em clipes, a Mãe super protetora, e a Rosa e a icônica Raposa nos lembra como é difícil nos tornar adultos e como esquecemos os nossos sonhos mais infantis, vivendo numa sociedade que se preocupa mais com coisas e números do que com pessoas e sentimentos.

      Sai de casa para o cinema sem nenhuma pretensão com o filme, muito menos em escrever texto aqui para o blog. Em 110 minutos a história é capaz de mexer com a gente e nos falar sobre o sentido da vida, as implicações da morte, o que torna um ser único para nós, nos lembrando que o que importa são as relações humanas, deve ser por isso que não me preocupei tanto com o aspectos técnicos do filme já que o essencial continua sendo invisível aos olhos.

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