A Magia do Cinema

MAD MEN IMPRESSÕES DA PRIMEIRA TEMPORADA.

            Nunca me interessei muito por séries sempre achei algo menor do que o cinema, mas aos poucos vou desconstruindo esse e outros paradigmas. Vi Mad Man (2007) por indicação, confesso que os dois primeiros episódios não me empolgaram muito, mas terminei a temporada. A série é tão boa que merece resenha. Mad Man se passa em Nova York nos anos sessenta. É a época de ouro do capitalismo pós guerra e os Estados Unidos passa um período de bonança e de auto confiança. Época que parece boa para se viver, principalmente se você for branco, heterossexual, cristão e homem. Negros, mulheres e homossexuais não tem as mesmas facilidades. Mulheres assumem cargos considerados menores como datilógrafas, telefonistas ou donas de casa, homossexuais tem que ficar no armário e negros não discriminados.

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            O racismo, o sexismo e o anti semitismo são constantemente praticados na sociedade de então. O bom da série é que esses cidadãos considerados de segunda classe, buscam mudanças e provocam uma verdadeira revolução. Um fato curioso é o fumo presente em todas as atividades da vida dos personagens, idosos e mulheres grávidas também fumam. A história se passa numa agência de publicidade, ambiente genial para observação das mudanças que acontecem na sociedade.

            A frente da agência está Donald Drap personagem central da série, bonitão e talentoso vive um casamento de aparências com uma falsa felicidade, com uma espaçosa casa no subúrbio, uma mulher linda, filhos saudáveis, carreira em ascensão, mas com uma profunda tristeza e um olhar carregado. Lhe falta algo que parece que nem ele sabe o que. Sua linda esposa Bete passa sempre a impressão de angustiada, com sua vida vazia e opressiva que se resume em arrumar a casa, cuidar das crianças e preparar o jantar de seu indiferente marido.

            Quase todos os homens da agência tem muitos casos extra conjugais e as mulheres são usadas como objetos sexuais. A série apesar de tocar nos temas de exclusão da sociedade da época, peca pela falta um debate mais profundo. O cenário é de uma riqueza de detalhes muito bem elaborado. No fim é uma boa série com personagens bem construídos, como Peggy que luta para conquistar seu espaço de mulher no mundo do trabalho. Sinto falta de mais ousadia, mas a série mantém o interesse e estou pensando seriamente em ver as outras temporadas.

 

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