A Magia do Cinema

ANÁLISE DO FILME FRANCES HA

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        Frances Ha é daqueles filmes que apresentam um frescor e originalidade difícil de encontrar no cinema de hoje. Seja pelo roteiro bem construído, a fotografia em preto e branco ou a atuação natural da protagonista Frances (Gerwing). Frances é uma mulher de quase trinta anos que ainda não se encontrou na vida, não tem uma vida profissional estável, acabou de terminar o seu namoro e foi deixada para morar sozinha pela sua melhor amiga Sophie (Mickey Summer). A única certeza que Frances tem na vida é de que ela e Sophie são inseparáveis. Quando fica sozinha ela vai morar com outras pessoas, batalhar por um lugar melhor na companhia de dança que trabalha e viver novas experiências.

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        O que me conquistou no roteiro foi sua simplicidade, poderia ser qualquer um a viver os problemas realísticos da protagonista. Não há dramas desnecessários, Frances resolve seus problemas de forma serena e dança de acordo com as situações que a vida lhe propõem. Não consegui enquadrar a obra dentro de gêneros pré definidos. Acho que me identifiquei um pouco com a Frances, uma garota comum do século XXI, não é a mais bonita, nem a mais rica, nem a mais inteligente, apenas alguém com sonhos e aspirações. Uma jovem comum do mundo pós moderno que abre mão de uma identidade estável para testar novas e múltiplas possibilidades.

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        Frances é daquelas personagens profundas, cheias de personalidade: esperançosa, bem humorada, mas também consciente. É amiga e muito fiel. Filme excessivamente nova iorquino o que me remeteu a Wood Allen em Manhattan. Outra coisa maravilhosa é a trilha sonora que vai de Bah e Mozart passando por músicas modernas como Paul MacCartney e Rolling Stones. Frances Ha é um retrato da nossa contemporaneidade, uma análise das relações humanas no mundo urbano, uma avaliação sobre crescimento e realização ou abandono dos sonhos impossíveis para sonhos possíveis. Recomendo a todos ver o filme.

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