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“A INCRÍVEL HISTÓRIA DE ADALINE”, UM FILME SOBRE O AMOR E O TEMPO

         A Incrível História de Adaline (2015) é um filme que atende todos os clichês e previsibilidades de um filme mediano de romance, mas não deixa de ser uma história bonita, delicada e sofisticada. A trama conta a história da personagem título interpretada pela famosa Blake Lively, nascida em 1908, Adaline é uma mulher que não consegue mais envelhecer após um acidente de carro. O filme lembra Benjamin Button, mas diferente daquele suas quase duas horas passa incrivelmente rápido.

         A vida de Adaline é contada atravessando as décadas do século 20. Dentro de um universo vintage com cuidadosa reprodução de época, o telespectador é imerso nos anos 20, 30, 40, 50 e 60, até os dias atuais onde a personagem vive sua última história de amor. Entre as vidas abandonadas pela personagem, o milagre da juventude eterna leva o filme a um tom invernal e solitário.

         A história se desenrola quando ela resolve dá um chance para o amor do culto homem que aparece em sua vida.  Os personagens são encantadores e funcionam muito bem, como a filha de Adeline, uma senhora idosa e Harrison Ford no papel de pai do galã. As imagens de São Francisco são tão bonitas e a fotografia tão impecável que dá vontade de ir até lá. Não gostei muito da previsibilidade do romance, nem da sua falta de complexidade, mas o realismo fantástico que ampara a história constrói um resultado delicado, sendo este um agradável filme do gênero.

 

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