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007 CONTRA SPECTRE, O NOVO BOND É NOSTÁLGICO

         O filme de James Bond lançado no fim do ano passado, tem pouco de frescor e muito de nostalgia (007 Contra Spectre), Daniel Craig mais uma vez assume o papel de Bond e o filme parece uma grande cocha de retalhos de momentos vividos pelo enigmático, mas popular agente secreto. É um filme cheio de efeitos especiais, e para mim e outros entusiastas da série deixa um que de saudades da inocência de outros tempos, mas é natural o exagero, num mundo acostumado a imagens e efeitos grandiosos da era online.

         Spectre gira em torno do quartel general na Londres do século XXI, pós moderna, mas mais sombria. A estória começa na Cidade do México no dia do mortos, com locações em Roma, nos Alpes Austríacos, Tanger e no Macorrocos no extremo Norte da África. Quanto a isso, Bond continua nos levando para conhecer o mundo através de suas aventuras marcadas por cenários que revisitam nossa memória: uma perseguição de carros, um passeio na neve, uma viagem de trem, uma fuga pela água.

         O mítico Aston Martin D5, automóvel preferido de Bond, amplia ainda mais a sensação de nostalgia, o carro está presente desde “007 Contra o Satânico Dr. Nó” (1962). A trama fala de um sistema de vigilância global, tentando tornar contemporâneo o mundo de Bond, herdeiro do falido império britânico e da Guerra Fria. Skyfall, o filme anterior, deu gás a série 007, mas não sabemos por quanto tempo, nem como vai reagir a nova geração de espectadores netos dos saudosistas admiradores de Sean Connery.

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