007 CONTRA O SATÂNICO DR. NÓ UM FILME PARA SAUDOSISTAS

Postado dia 18 de abril de 2015, em A Magia do Cinema

 

            007 contra o satânico Dr. Nó (1962) é um exemplo de filme bem sucedido, filmado na época com um orçamento apertado de 1 milhão de dólares, atores, produtores e diretores não imaginavam que o filme geraria uma franquia bem sucedida de sequências com mais de vinte filmes e amplo público. O filme lançou moda no mundo do cinema de espionagem com o espião boa vida, bem vestido, mulherengo, com licença para matar, a serviço do bem e da rainha da Inglaterra.

            Não tenho dúvidas depois de ver todos os filmes da série que Sean Connery é o melhor Bond de todos, vestido impecavelmente conhecedor de comidas e bebidas, conquistador de mulheres e ainda lutando como um samurai moderno, mas com muita tranquilidade e até um certo glamour. O Bond de 1962 representa bem o que a espionagem significava no cenário político internacional que se recuperava da Segunda Guerra Mundial e embarcava na Guerra Fria.

<dr. N

            Todos os outros filmes seguiram o modelo de Dr. Nó, vilões caricatos, mulheres bonitas (que Bond conquista), capangas malignos e muitos truques tecnológicos como maquinas incrementadas para encontrar radioatividade, carros anti tiros, fura pneus, metralhadoras que quase funcionam sozinhas. A fórmula vilão que quer destruir o mundo e Bond salva o dia, não tem como dá errada.

            Filme divertidíssimo que prende a atenção até hoje e possui cenas que entraram para a história do cinema como a famosa frase “Bond, meu nome é James Bond”, ou a mitológica cena de Úrsula Andress cantando e saindo do mar com um biquíni que escandalizou na época e continua agradando fãs por toda a eternidade. A vida de James Bond regada a muito champanhe, bom humor, roupas impecáveis e uma vontade ilimitada de salvar o mundo do mal, nos faz lembrar que o cinema foi criado para alegrar, entreter e alimentar os nossos sonhos de um mundo mais fácil e divertido onde o bem sempre vence.

Comentários

AÍLA ALMEIDA

Leitora compulsiva, levo a vida a assistir filmes, escrever textos que me acalma e fazer bolos. Queria saber desenhar e costurar. Quero passar um tempo em Paris, pular de para quedas, criar mais um cachorro. Queria se poliglota, estudo inglês, francês e italiano a anos. Ao que tudo indica nasci no século errado.

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